Espaço democrático

Homenagem do Bloco Rosas da Boa Vista

Homenagem do Bloco Rosas da Boa Vista
Ao grande Gregório Bezerra
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

E agora Rio e agora?


E agora Rio e agora?

                                    Por Gilson Silva

O Complexo do Alemão não é tão complexo assim, na teoria de Carl G. Jung, complexo é um sistema de idéias associadas capaz de levar o indivíduo a pensar, a sentir e por vezes a agir de acordo com um padrão de natureza definida, ou seja, é algo codificadamente global tendo como base o isolamento de uma idéia vigente contrapondo a razão dos simples.

A invasão dos militares a esta comunidade metroproviciana (grande “metrópole” afastada do governo), mostrou ao vivo e a cores que quando se quer se pode, quando se tem o poder das armas. Quando o exercito engrossou o caldo com vigorosos tanques, o caveirão não deu sopa, avançou na sombra da ordem e deu ao BOPE ibope e também às TVs ávidas de sensacionalismo, aliás, como estava míope esta mídia que fez media com as mortes, haja mortes! Segundo o governo 37 neste dia “D” entre as mortes, uma adolescente alvejada no coração por bala “perdida”. A Globo, a Record... Ninguém quis saber quem era essa jovem que sonhava ser professora, um flechezinho apenas, a contragosto do editor chefe, viu-se um pai chorando a perda da sua filha, que para muitos agora é apenas estatística.

Dezenas de funcionários do tráfico ao serem filmados fugindo das balas da Vila Cruzeiro, aguçaram aos maus informados o desejo de massacre, deu pra ver apenas um sendo atingido e arrastado por compassas soluçando companheirismo. É pouco! Diz um telespectador sentado no seu sofá surrado comprado a xis prestações contrastando com outro telespectador em Brasília, próximo aos três poderes numa poltrona bem confortável dizendo: é muita violência senhor.

O PAC 'asfaltou' as fugas dos traficantes que pelo esgoto fugiram, um deles sem a perna mecânica que deixara cair logo ali, naquela arena de vencidos, as motos não serviram para escaparem, deram de “presente” aos invasores. Preferiram o mais antigo dos meios de locomoção (as pernas). Menos de 7% caíram nas mãos dos militares. 93% pegaram a reta, ou melhor, o labirinto da Penha e se embrenharam na mata dando de cara em outra fortaleza do tráfego.

Choveram bilhetes nas mãos da mídia de apoio às forças repressoras ao crack que de tão perronha avolumo-se nos cantos. 40 toneladas de ilícitos foram queimadas baseado na lei, que viaje! O Zeu não o Zeus da mitologia grega, o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo e Deus do céu e do trovão, mas um “Deus” do tráfico do Rio que parecia mais um cão enjaulado, algemado e sisudo, mas não mijado, como dissera uma parte da empresa a serviço dos BOPEs da vida. Medrosos mesmo foram os Alexandres Garcias da vida que lá nem foram, comeram com as mãos dos outros noticias capengas e vomitaram em rede nacional como se fora a bala que matou Kennedy. Agora resta esperar as cortinas se fecharem, a poeira baixar para ver quando será a revanche. Só resta dizer: e agora Rio e agora!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Vida longa pra Fidel

MOTE
Vida longa pra Fidel

GLOSAS

As minhas glosas tão simples
Feitas com palavras forjadas
Neste clarão da alvorada
Que é o meu saber de poeta
Deste de mente inquieta
Que pelas beiras faz cordel
E pelos meios tira o fel
Pondo a timidez pro lado
Clamando emocionado:
Vida longa pra Fidel.

Este cidadão do mundo,
Orgulho dos comunistas,
Faz encher as minhas vistas
De lagrimas de emoção
Ao falar: revolução,
Desta feita em Cuba
Tal uma maçaranduba,
Uma fortaleza ao leu.
A ela tiro o meu chapéu
E que Che diz nas alturas:
Vida longa pra Fidel.

Este esteio de honradez
Estimula-me a criar
Um poema a beira mar
Feito com muito carinho,
Com versos bem novinhos,
Feitos assim a granel,
Embrulhado com papel
Do meu saber de poeta
Dizendo assim na estética:
Vida longa pra Fidel.

Foi na sexta-feira treze
Este dia de plena sorte,
Foi dia de um homem forte
Que venceu o Tio Sam,
Este tio que não sou fã
Que é uma nação cruel
De gente pra lá de Nobel
Nas ciências da maldade
Por isso digo com vontade:
Vida longa pra Fidel.


Ele voltou pra dizer
Ao imperador da maldade
Que finde, bem de verdade.
A guerra que destrói tudo
E isto é um basta absurdo
Que só agrada um infiel
Igualzinho a este Israel.
Que adora guerra de estouro
Por isso diremos em coro:
Vida longa pra Fidel.

Ah! Como é tão bom ver-lo
Na tribuna discursando
Pelas beirinhas sangrando
O império do terror
Com sua voz de doutor
Nesse planeta cruel
Onde tudo cheira fel
Entregue a própria sorte
Por isso eu grito bem forte:
Vida longa pra Fidel.

São 84 aninhos
Deste jovem ancião,
Um homem de coração,
Um comandante porreta.
Dominador da caneta,
De vitima passou pra réu
Escrito sobre um papel
Pelas mãos da burguesia
E grito sem mais-valia:
Vida longa pra Fidel.

Este bom homem fez história,
Poucos seguiram sua trilha.
Este filho da bela ilha
Mostrou muita competência,
Na arte da indulgência
Nessa torre de babel
Onde beira a Maquiavel.
Idéias aburguesadas
Por isso digo à amada:
Vida longa pra Fidel.


Gilson Silva – gilson2121@gmail.com

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Um "TUR" do descaso

Uma equipe da Grua (Grupo de Reivindicação de Rua) foi fazer um “turismo” pela cidade do descaso (Camaragibe-PE), lá chegando não ficou sobre uma sombra de um camará frondoso e aromático, mas sim ao sol a pino, num camarote a céu aberto, que é a Vila da Fábrica, de um lado a Mata Atlântica sendo desvirginada pelo progresso desumano, do outro uma fábrica agonizando, ainda de pé, dando um sonoro soluço ao cair da tarde, como se pedisse socorro. A primeira parada foi na Praça de Eventos, palco de benevolente à artistas que se acham ser, que gritam em remelexos hostis à cultura popular em brega rasgado indecente, palco este que abrirá os braços a mais um “show” de brega (pra variar) para comemorar os 28 anos de emancipação política desta cidade tão camarada, comandada por um pseudo-comunista, que abrirá os dentes num riso plastificado às bandas completamente ordinárias, a serviço do preconceito, racismo e da apologia a violência. Cantarão parabéns pra você catando bens do erário publico, num remelexo desvairado e insano. Nesta praça a equipe parou, e ela ladrava mais uma obra capenga da prefeitura, dita pela mesma, como um protótipo uma linda praça de eventos. Depois de “respirar” daquela imagem sufocante do outdoor feito em Photoshop, seguiram rumo ao Ginásio de Esportes, ginásio este anunciado há uns cinco anos atrás com foguetões. Antes de Chegarem lá, deram de cara com mais uma placa desse governo que não emplaca e nem acerta o passo. Nesta placa lia-se com letras garrafas: NUCLEO DE INCLUSÃO DIGITAL – VILA DA FÁBRICA, pararam e foram ver si tinha gente conectada, inclusa no mundo digital. O que viram foi muitas crianças saindo daquele cubículo sobre os olhares dos familiares e da funcionária mal informada que segurava a grade, controlando a saída dos mesmos. A equipe da Grua foi impedida de adentrar naquele lugar público, pra ver ao vivo e a cores, computadores conectados, mas foram informados que ali não tinha internet nenhuma. Deletaram a idéia de si conectarem e seguiram formatando a vontade de inclusão digital, rumo a outro ponto “turístico”. Chegaram ao Teatro em ruínas há anos. Obra parada, lixos espalhados, vigias atentos, estas foram às imagens que viram quando lá chegaram. O cenário era de abandono, as cenas trágicas, os autores (governo) despreparados. Na coxia o público cochilava o seu direito de ver belas peças no camarim, distante dali, uns “atores” ensaiam o discurso da mentira, dirigido por um prefeito fanfarrão que acusara a empresa pelo atraso do “espetáculo” e a empresa responsabiliza o prefeito por mudar o enredo, ou melhor, o projeto. Numa encenação tão chinfrim, no pingue-pongue sem fim. Quem pagará o tal erro? Após o fechar das cortinas a equipe da Grua seguiram o seu Tur. agora rumo ao Ginásio de Esportes (o ultimo grito de Paris, segundo os seus idealizadores). A Grua estava lá na inauguração da assinatura da falcatrua, ouviram os discursos inflamados de pernas-de-pau, naquele jogo perronha, que todos sabem quem perde e quem ganha, isto há uns cinco anos atrás. Hoje ver-se uma placa desmantelada pelo tempo, uns gatos-pingados trabalhando a contra-gotas, parecendo que o Ginásio será para Copa de 2014. O mato avança no meio da lama de ruas descalças, pisoteada por proletários rumos à labuta diária. Assim terminou o “Tur” no Clube Penarol para relembrar saudosos carnavais, mas o que encontraram foi um salão entregue as baratas e muito lixo! E tu que dizes disto tudo?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

 Festa junina 2010

O jornal baiano A Tarde, de Salvador, está promovendo enquete entre seus leitores querendo saber: "O que
você acha das bandas de axé e pagode tocarem em festas de São João?" Para 79,78% dos 22 261 leitores que se manifestaram até ontem 19 de maio de 2010, a ideia é péssima. Prejudica a tradição junina.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Inicio e logo termino
Assim como comecei
Em forma de mote “feio”
Para quem só ver feiura
Na flor da nossa cultura
Que brota com maestria
E digo com alegria
O mote foi minha escolha.
Clarissa foi para Folha
Semear a cantoria.

Fiquei sabendo outro dia,
Numa terça abençoada
Que Clarissa foi “arrastada”
Para uma rádio mais potente,
Onde tem bastante gente
De Q.I. de poesia,
Que não ouve porcaria
E não vive numa bolha.
Clarissa foi para Folha
Semear a cantoria.

Clarissa foi para Folha
Oxigenar o meio dia
Levando belas poesias
E um riso encantador
Deste que faz uma flor
Desabrochar bem ligeira
Na ponta da cumeeira
Pra ver de perto o orvalho
Pulando de galho em galho,
Tangendo o verão pras beiras.

Levou a voz do meu sertão
De batom e mini-saia
Pra enfeitar a minha praia
De alpercatas e viola
Fazendo da rádio escola
Para os doutores da rima
Como Otacílio e Dimas
E outros tantos mestres
Que si cobrem com as vestes
Deste mestre lá de cima.

Ela é tão apaixonada
Pela arte dos repentistas
Que andam por sobre pistas
Sem deixar suas pegadas
Com as asas espalhadas
Debochando das serpentes,
Marcando com fogo quente
As costelas desse gado:
POETAS MALASSOMBRADOS
Diz ela assim tão contente.

Clarissa, meiga Clarissa
Alarga este crepúsculo,
Deste mundo de músculo,
Com a tua voz de meiguice
Que vem assim pro toitice,
Pondo nas ouças da gente
As violas tão plangentes,
Acalentadas por mãos
Que enchem de muita emoção
A pátria dos bons oxentes.

Quando o relógio dispara
Às doze horas em pontinho,
Assim bem devagarzinho
Deixo tudinho, vou embora.
Vou correndo lá pra fora
Dessa labuta enfadonha
Cheia de claques e perronhas
Só pra ouvir os campeões,
Com os versos à Camões
Destes de babá nas fronhas.

A hora passa tão depressa
Nem percebo ela passar.
Eu paro e o mundo a girar
Deixando o tempo um fiapo,
Pulando assim como um sapo.
Diante desse universo
Fico contando seus versos
Pra ver se faço poema
Benzido até com jurema
Pra ver seu riso disperso.

Clarissa, amiga Clarissa
Que foi que te deu este dom
De falar algo tão bom,
Com tanta propriedade
Sem o ranço da vaidade
Quando chega em abundancia
Assim afoita, pondo ânsia
No bucho da criatura
Tu és a própria cultura
Da escultura da elegância.

Vou desfiando meu verso
Tornando assim mais ralinho
Como rango de passarinho
Às margens do ribeirão
Ajudando a digestão
Desta minha poesia
Dando mote como cria
Ampliando a tal escolha
Clarissa foi para Folha
Semear a cantoria.

FIM


Poeta GILSON SILVA
gilson2121@gmail.com

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


Gregório Lourenço Bezerra (Panelas, 13 de março de 1900 — São Paulo, 23 de outubro de 1983) foi um político brasileiro.

Gregório Lourenço Bezerra nasceu na região Agreste do estado de Pernambucano. Com a idade de quatro anos começou a trabalhar na lavoura de cana-de-açúcar para ajudar a família; e com oito perdeu os pais. O pai, aos sete anos de idade e a mãe aos 9 anos de idade, e migrou para o Recife. Tinha vindo para ficar com a família dos fazendeiros com a promessa de estudar, esta promessa que não foi cumprida.

Como a maioria dos migrantes pobres era sem-terra, sem-teto (segundo o próprio Gregório Bezerra, dormiu por muito tempo entre as catatumbas do cemitério de Santo Amaro, no Recife). Gregório era analfabeto até 25 anos de idade. Foi carregador de bagagens na estação central, jornaleiro e ajudante de obras. Foi como jornaleiro que começou a se interessar pela política, com base na leitura que seus colegas de profissão faziam para ele dos jornais locais. Em 1917 trabalhou como operário da construção civil.

A primeira das suas muitas prisões ocorreu em 1917, quando participava de uma manifestação de apoio à Revolução Bolchevique e das primeiras ondas de greve geral por direitos trabalhistas no Brasil. Preso por cinco anos na Antiga Casa de Detenção do Recife, conheceu o cangaceiro Antônio Silvino.

Após sair da prisão decidiu ingressar na carreira militar. Em 1922 alistou-se no exército; Alfabetizou-se aos 25 anos e em 1929 entrou para a Escola de Sargentos;

Foi instrutor da Companhia de Metralhadoras Pesadas na Vila Militar e instrutor de Esportes, no Rio de Janeiro. De volta ao Recife, filiou-se, em 1930, ao Partido Comunista Brasileiro(PCB).

Em 1935, no Recife, liderou o levante militar promovido pela Aliança Nacional Libertadora (ALN), movimento também conhecido como "Intentona Comunista". Condenado a 28 anos de prisão, foi levado, primeiro para Fernando de Noronha e, depois para o Rio de Janeiro, no Presídio Frei Caneca, onde dividiu cela com o ex-comandante da Coluna Prestes e secretário geral do Partido Comunista do Brasil, Luís Carlos Prestes.

Com o fim do Estado Novo, foi anistiado e elegeu-se constituinte (depois deputado federal), em 1946, por Pernambuco, na legenda do PCB, sendo o deputado constituinte mais votado do estado. Teve seu mandato cassado em 1948, juntamente com todos os parlamentares comunistas. Viveu na clandestinidade por nove anos, organizando núcleos sindicais no Paraná e em Goiás.

Foi preso imediatamente após o golpe militar brasileiro de 1964, nas terras da Usina Pedrosa, próximo a Cortês-PE, pelo capitão Álvaro do Rêgo Barros, quando tentava organizar a resistência armada dos camponeses ao golpe em apoio ao governo federal de João Goulart, e estadual de Miguel Arraes de Alencar.

Após a prisão foi transferido para o Recife, onde foi torturado e arrastado pela praça do bairro de Casa Forte pelo tenente-coronel do Exército Brasileiro Darcy Viana Vilock, com uma corda no pescoço, e teve os seus pés imersos em solução de bateria de carro, ficando em carne viva, e este espetáculo foi exibido pelas televisões locais à época do golpe militar de 1964.

Condenado a 19 anos de reclusão, teve seus direitos políticos cassados por força do Ato Institucional nº 1. Foi libertado, em 1969, juntamente com outros 14 presos políticos, em troca da devolução do embaixador estadunidense no Brasil Charles Burke Elbrick, seqüestrado por um grupo de oposição armada.

Viveu no México e na então União Soviética. Com a promulgação da anistia, voltou ao Brasil dez anos depois, e logo entrou em divergência com o seu partido (o PCB), desligando-se de seu quadro.

Gregório apoiou o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e, nessa legenda, candidatou-se, em 1982, à Câmara dos Deputados, ficando como suplente.

Gregório Bezerra passou 22 anos de sua vida preso por motivos exclusivamente políticos, comparando-se a Nelson Mandela, que passou 27 anos.

Antes de morrer, Gregório declarou: Gostaria de ser lembrado como o homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos; amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas; odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

Em homenagem a Gregório Bezerra, o poeta Ferreira Gullar escreveu a poesia Feito de ferro e flor:

"Mas existe nesta terra muito homem de valor que é bravo sem matar gente, mas não teme o matador, que gosta da sua gente e que luta a seu favor, como Gregório Bezerra, feito de ferro e de flor".

Também foi homenageado pelo poeta Lourival Batista, poeta popular da cidade de São José do Egito-PE

"Tantos anos de prisão Cercearam a liberdade Deste Leão do Leão do Norte, a fraternidade Mostra os direitos humanos Com oitenta e tantos anos Esta claro como a verdade".

Atualmente existem no Brasil diversas obras públicas em homenagem a Grégorio: A Ponte Gregório Bezerra na Cidade do Recife; A Avenida Grégório Bezerra no Bairro Jardim Primavera em São Paulo e Ruas Gregório Bezerra em Recife, São Paulo, em Cajazeiras-PB, no no Gama-DF, em Diadema-SP e Moreno-PE.