Espaço democrático

Homenagem do Bloco Rosas da Boa Vista

Homenagem do Bloco Rosas da Boa Vista
Ao grande Gregório Bezerra
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011


É pessoal, foi triste a ida do GRANDE ZÉ DO PASSO, nós da Rosas da Boa Vista fizemos uma singela homenagem a ele no nosso desfile, ele foi o tema do carnaval de 2011, com o tema: Zé, o poeta dos passos e colocamos um ator (Adriano Cabral) lhe representando perfeitamente na Aurora dos Carnavais, foi lindo! Criamos a Troça Carnavalesca Zé do Passo em folia, a mesma saiu na quarta-feira de cinzas alegrando os foliões e relembrando o amigo Zé do Passo. Em agosto agora, depois da missa de um ano, nós saímos às ruas do Recife em cortejo até a sua casa, cantarolado belos frevos, estamos batalhando pra fazer o seu museu, as coisas estão bem em caminhadas. José Bandeira, este eterno brincante estará sempre nos nossos corações. Ele nasceu na cidade de limoeiro, distante 77 km do Recife, cidade esta que se apaixonou aos 9 anos de idade, quando aqui chegou, fez daqui a sua casa e fez história como um passista que soube como ninguém brincar o carnaval. Aprendeu cedo a dançar este ritmo único no mundo (o FREVO), fez uma legião de amigos nesta cidade que o abraçou e o fez o nosso eterno Zé do Passo. A dança ele herdou do pai, que era um exímio dançarino de dança de salão. Como um morador da Boa Vista estava sempre antenado com os movimentos culturais do bairro, um freqüentador do Mercado da Boa Vista e sempre estava nas atividades culturais do nosso bloco, seja no bloco propriamente dito e na nossa Serenata das Rosas, sempre atuando com gramou e prazer. No dia do seu sepultamento, triste fiz o primeiro poema sobre ele que está publicado no nosso site, agora fiz o segundo com o titulo: Ao amigo Zé do Passo. Sempre, sempre e sempre estaremos lembrando o nosso grande amigo, desta pequena e gigante figura humana.

Ao amigo Zé do Passo
Gilson Silva

Não vejo mais o seu rosto
Enfeitando a luarada,
No pezinho de estrada
Com os olhinhos dispostos
A desfilar com gosto
De janeiro a janeiro
Com aquele riso maneiro
Que contagiava a gente,
Com aquele passo plangente
Feito na medida certa
Como uma boa oferta
Dos deuses do encantamento
Com aquele seu talento
Que servia como alerta.

Procuro nas ruas estreitas
Aonde a vista se espreita
Procurando o seu jeito
Com um aperto no peito
De saudade malfeita
Assim tão suspeita
Entronxando o rosto
De um punhado de agosto
Temperando o desgosto
Que a maldade deleita
Causando em nós desfeita.
Assim por debaixo dos panos
No oitavo mês do ano
Eita maldade má feita!

Morreu um homem brincante,
Morreu brincando com a vida,
Morreu na triste partida
Na ida pra mais uma chegada
A onde debruça a jornada
De um herói assim não vencido.
Numa rua assim esquecido
Plainou um corpo na estrada
Foi jogo surjo, não digo
De um homem que joga limpo.
Foi logo por ele colhido
Levado ligeiro pro Olimpo
Pra ficar como bons amigos.
Morrer, eu sei que não vai
Viver, eu sei que duvido,
Terá mais carnavais
Que nós das lembranças com sigo.

Obs. Poesia feita para o saudoso Zé do Passo, no mês do seu falecimento (19/08/2010).
Ouça a nossa Rádio web, já está no ar. www.blocorosasdaboavista.xpg.com.br