Espaço democrático

Homenagem do Bloco Rosas da Boa Vista

Homenagem do Bloco Rosas da Boa Vista
Ao grande Gregório Bezerra
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

ACORDEI POETA
Gilson Silva

Hoje acordei um pouco poeta
Juntei os meus versinhos todos
Tirei a poeira e o lodo,
Acordei as letres, pus vida
Nas rimas sobrevividas
Da tempestade do tédio.
Demoli todos os prédios
Da construção mal feita
Deste mundo que se enfeita
Dos erros outros, presumo.

Com minha alma tempestiva
Versifiquei pelas entranhas
Sem nenhuma artimanha.
Pelas artérias do mundo
Embebecido de tudo,
Envelhecido do novo
Que bravio despromovo
Na caduquice moderna
Nesse mundo que se enterra
Na fornalha do cossumo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

João da Costa vai deixando rastro de desamor ao Recife

João da Costa vai deixando rastro de desamor ao Recife
Por Gilson Silva

O João dá as costas ao Recife e vai deixando um rastro de desamor à cidade, no centro, às escuras, com esgotos a céu aberto, o lixo está por toda parte, tornando-o um playground para os ratos que desfilam livremente pelas suas líricas ruas. É lamentável que um prefeito saia deixando tanto rastro de incompetência administrativa como esse João da Costa. Mas ele não deixa toda cidade desamparada, é verdade! Cuida com todo amor a Zona Sul, principalmente, Boa Viagem, trata suas ruas com se fossem a sua sala de jantar. Ontem, eu transitando pelo calçadão de Boa Viagem, deparei com uma cena inusitada, vi dois caris varrendo o mesmo, tirando a areia, com muito cuidado e paciência, pois ela teimava em voltar, não se via um papelzinho se quer no chão, só arreia trazida pelos ventos. Ah, se toda cidade fosse tratada assim! No centro os gringos estão loteando o comércio da cidade, tem japoneses, coreanos... vendendo suas bugigangas (nas lojas que eles alugam) sem darem as notas fiscais devidas, tem até africanos de Luanda, com os seus produtos, eles (os africanos) são camelôs que se misturam aos nossos pernambucanos pra venderem seus produtos, também pirateados. O prefeito passa a largo, a quilômetros dessa problemática, faz que não ver nada! Vai seu João, para os braços do esquecimento ou quem sabe para Brasília, aos pés dos seus desafetos políticos e, quiçá, dando uma passadinha no escritório da prefeitura em Brasília, pra rever o seu “companheiro” de partido (PT) recém-nomeado (Lauro Gusmão) que zelará pelo “cabede” dado pelo o aliado, o prefeito eleito, Geraldo “faz tudo”. Quem sabe! Quem sabe? Juro que não sei!

domingo, 2 de dezembro de 2012

São muitos partidos e poucos princípios

SÃO MUITOS PARTIDOS E POUCOS PRINCÍPIOS
Por: Gilson Silva

Você sabe qual é o mais novo partido político no Brasil? É, pois é, o novo partido é o PEN (Partido Ecológico Nacional), teve sua criação aprovada pelo TSE em 19 de junho de 2012. Cuidado PV, vai perder espaço! Esse tal partido: PEN, defende a Social Democracia Cristã e quem se filia a ele é considerado ecologista, já pensou? O seu simbolo é o trevo de quatro folhas e qualquer um que for concorrer a um cargo eletivo nele, deverá obrigatoriamente em momento anterior da apresentação de sua inscrição como candidato, comprovar que participou do curso de formação partidária. É isto que rege no seu estatuto. Que danado, esse indivíduo aprende nesse curso, em? Depois deste, vem, possivelmente, o PAI (Partido do Aposentado e do Idoso), segundo os seus organizadores o PAI, que será uma “mãe” para eles, não tem nada a ver com o PAN (Partido dos Aposentados da Nação), será? Este PAI, tem a simpatia até do senador Paulo Paim (PT/RS) que apoio à iniciativa. Além deste PAI, uns 12 outros partidos estão em processo de formação no Brasil e um deles é o PMB: Partido da Mulher Brasileira. Desde 2008, a presidente do PMB, Suêd Haidar, percorre o país em busca de assinaturas para o registro definitivo do partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – mesmo processo pelo qual passou o PSD, de Gilberto Kassab. O Partido da Mulher Brasileira (PMB) já conseguiu 478 mil e faltam 75 mil assinaturas. Este partido já montou diretórios em 11 estados e somente três presidentes regionais são mulheres. Uma curiosidade: uma militante não entrou para a sigla (PMB) porque o marido foi contra. Olha o machismo aí gente! Um PMB já existiu e Sílvio Santos foi filiado ao mesmo, às pressas, este partido se chamava PMB (Partido Municipalista Brasileiro) Sílvio entrou nele para concorrer a eleição e em 1989, ele foi afastado e o partido perdeu o seu registro no TSE. Já o PMB dos militares (o Partido Militar Brasileiro), segundo eles: dos 7 passos pra chegarem lá (registro do partido), só faltam 4 passos, o 4º PASSO – CNPJ, o 5º PASSO – Coleta de 483.000 assinaturas de apoio, o 6º PASSO – Apresentação aos Cartórios eleitorais das fichas de apoiamento e o último, o 7º – PASSO – De Posse do Registro no TSE. A disputa vai ser “boa” entre os militares e as mulheres pela legenda. São muitos partidos para poucos princípios, são geralmente algo para os líderes dos mesmos se locupletarem, terem o poder nas mãos e para quer? Isto é outra história!

quinta-feira, 24 de maio de 2012


Luis Gonzaga merece algo melhor
Por Gilson Silva

Ontem (24/05/2012) eu fui a mais um evento em homenagem ao nosso Rei do Baião (Luiz Gonzaga), desta vez lá na Torre Malakoff, o título do evento: Coisas que aprendi nos discos - Edição Luiz Gonzaga, evento este realizado pelo governo de Pernambuco com apoio da Fundação Joaquim Nabuco e coordenado por Fátima Bulcão, no hall de entrada uma grande estátua de Luiz Gonzaga dava as boas vindas, feita, possivelmente, pelo grupo de Aberlado da Hora, o mesmo se encontrava no evento com sua vitalidade admirável. Foram doze artistas convidados, segundo o material gráfico que foi distribuído no local, por sinal muito bom, material de primeira, em forma de compacto de vinil, no encarte interno uma copia fiel de um compacto de vinil feito de papel, que dava os informes do evento, até aí tudo bem. Cheguei às 18h30min, as sete e pouca chegou o trio Pe-de-Serra, imediatamente começou a tocar um forrozinho ao lado da estátua. Foram servidos pipocas e caldo de cana em poucas quantidades, logo a cota de 100 pipocas e caldos de canas foi atingida (segundo o vendedor de pipoca) e não mais foram distribuídos grátis, passaram a ser vendidos, até aí tudo bem, mas cadê a homenagem merecida do Rei do Baião? Não houve ninguém cantando músicas dele, não houve ninguém xaxando... Não houve ninguém ensinando nada, já que o material gráfico dizia bem claro: É para ensinar e pra nunca esquecer e que seria um programa educativo, confesso que não vi nada disso, o que eu vi foi um evento no local fechado, pequeno e alem do mais em reforma, sem elevador funcionando, obrigando a todos, inclusive a Aberlado da Hora com seus quase 90 anos ter que subir as escadas estreitas de madeira pra ver as gravuras de Boges e outras obras de outros artistas que se localizava no primeiro andar. Tinha alguns quadros em três dimensões mostrando palafitas e uma enquete de uma feira feita por Elizângela das Palafitas, um trabalho muito bem feito, este sim tinha haver com Luis Gonzaga e com certa grandiosidade como o mestre merece, os demais também legais, mas não expostos para o grande público, tinham: uns quadros com fotos em preto e branco com sertanejos, grafites, trabalhos de audiovisuais numa salinha pequena com som ambiente, coberta com cortinas pretas, sem muita criatividade e no hall, onde o trio se apresentava, tinha uma pequena caixa amplificada que servia para o apresentador fazer o seu trabalho, apresentando o convidado Marcelo Mario de Melo que leu o seu cordel (feito para o evento) com algumas quadrinhas bem feitas falando dos participantes. Durante alguns uns minutos deu pra se ver tudo, quase tudo, ou melhor, nada com o peso de organização e de público que o Centenário de Gonzaga merece. No lançamento foi assim, imagine como serão os outros dias de evento, pois o mesmo se estende até o dia 05 de maio (terças, sextas e domingos) foi muito dinheiro aplicado para pouco resultado!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Teló é um nó!


Michel Teló entra na Billboard
Por Gilson Silva

Hoje tive o desprazer em ler que o “cantor” Michel Teló entrou na Billboard (Billboard é uma revista semanal norte-americana especializada em informações sobre a indústria musical), ele (Tiló) entra no hot 100 da parada de músicas das Billboard, pesquisando sobre a palavra hot que significa: quente, descobri que esse pseudo-artista de sangue-frio em iludir o povo com suas musiquetas feitas nos “estúdios caça-níqueis tupiniquins” esse cara é quente o que tange enganação. Com sua musiqueta: “Ai se eu te pego” ele entra no Billboard 100, antes, artistas brasileiros só haviam conseguido entrar entre os 200 na parada de discos dos Estados Unidos, eita título “arretado”! A musiqueta referida, lançada no ano passado, bateu recordes de visualizações no Youtube. Até hoje, o vídeo da música já foi visto mais de 270 milhões de vezes no site. PARABÉNS E PARAMAUS AO POVO BRASILEIRO!

sábado, 24 de março de 2012



Ao meu querido partidão.
Paulista, 25 de março de 2012.

Estimado camarada:

Hoje 25 de março de 2012, eu resolvi te escrever. Sei que tu és um camarada muito ocupado, mas não poderia passar esse dia sem escrever esta missiva, recheada de emoção, para te contar um pouco da mossa amizade. Tu lembras do primeiro dia que foste-me apresentado? Pois é faz tempo, né? Ano (1985), ano este que Tancredo Neves é eleito presidente sendo primeiro civil eleito em 21 anos sob o sistema de colégio eleitoral criada pelos militares, isto foi no começo do ano, quando te conheci já era quase no fim deste ano. A nuvem preta da ditadura já estava se dispersando, mas o medo dela ainda estava no ar. O companheiro que foi comigo te conhecer disse-me dias depois que tinha pesadelo do tempo da ditadura, temia a sua volta.
Pois é camarada, foi lá naquela casa de térreo e primeiro andar, vizinha, por ironia do destino da famigerada: Tradição, Família e Propriedade (TFP) ou Sociedade brasileira de defesa da tradição, família e propriedade fundada em 1960, pelo escroto Plínio Correia de Oliveira, organização esta, católica tradicionalista, extremamente conservadora. Tu lembras né camarada! Foi lá que tu sentado naquela poltrona vermelha, com o teu terno impecável, dando as coordenadas através do saudoso Cabo Veio, não o Cabo Dias (Giocondo Gerbasi Alves Dias), nem o Cabo Anselmo, mas o cabo que era toda simplicidade! Passamos varias horas ali, eu pude perceber a importância da tua amizade, a coerência dos teus ensinamentos, a vivacidade da tua ação revolucionária.
Mandaste-me entrar na UJC para lutar por meia passagem dos ônibus, por ensino público, laico e de qualidade... Eu fui seguindo esse caminho e tu ali dando as orientações, que orientações! Entre uma manifestação e outra eu rabiscava uma poesia que tu sempre estavas presente, numa estrofe e outra realçando o meu poema. Que pena que muitas deles eu perdi no caminho, mas a essência eu levarei comigo eternamente. Tu indicavas o livro e eu lia vorazmente como gente sedenta a beira de um pote cheio d’água. Tu me apresentaste Marx, Lênin, Olga, Pagu e tantos amigos teus e eu fiquei encantado com suas histórias, ah! Como foram, são e sempre serão importantes para a minha formação!
Os dias se passaram, eu sair da UJC e tu mandaste militar na base comunitária e fui. Lá, naquela casa simples, na Linha do Tiro, eita bairro mais problemático, mas com um povo guerreiro, no seu seio estava uma mulher que nos acolhíamos para afiávamos nossos discursos afinados com a prática, foi lá também que conheci o grande Sobreira, eita senhor forte! Com sua idade avançada e as ideias também, bem futuristas para aquela comunidade sofrida do Boqueirão (como é conhecido o bairro também), o grito de rebeldia se ouvia a distância no semblante daquele negro tão Brasil, como foi bom militar na mesma base dele. Entre uma bolachinha e outra, trazida pela filha da dona da casa, as discussões avançavam, mas não madrugavam, pois sair daquela comunidade altas horas, eu, a camarada Elizete (a companheira de Moacyr, ex-presidente estadual do partido), o saudoso Sobreira e tu, não era conveniente. Campanha eleitoral ia e vinha e tu ali do meu lado ensinando defraudar a bandeira da foice e do martelo, que na UJC fui saber o seu significado. Subimos morros, atravessamos alagados, adentramos nas casas quando os seus donos eram simpáticos à causa socialista para conscientizá-los, para pedir votos para nossos candidatos.
Depois de tanta luta aguerrida contra a burguesia, sempre sobrava tempo, para a diversão, é claro, e essa diversão tinha data certa, era no carnaval, precisamente em Olinda essa cidade tão bravia que no carnaval joga tudo pra cima e cai no passo ao ritmo do frevo e tantas outras manifestações culturais, bem que nossos passos são bem firmes e definidos né camarada? Lá íamos pra aquela Barraca que tu inventasses, lembras o primeiro nome? É! Foi sim: O Bêbado e o Equilibrista que é o nome de uma música politizada de 1979, uma composição de João Bosco e Aldir Blanc. Tu jogasses pesado na escolha desse nome emblemático para a barraca de carnaval que fez tanto sucesso, a esquerda que se juntava lá pra brincar e trocar ideias que o diga. Ia eu, tu e monte de carnavalescos militantes brincar nela. Como era animada a tal barraca né camarada? Depois vieram outros: PT, PCdoB, PSTU (anos depois) colocar lá em Olinda as suas barracas também, virando um reduto de esquerda o local. Na década de 90 já estava ficando fraca a animada e o interesse teu e dos demais por ela, não era mais essas coisas, mas tu deste a tarefa a mim e a outros camaradas pra ficar a frente da barraca, eu fui cumprir a tarefa, alegre, pois gostava e ainda gosto da folia! Com as desavenças entre tu e os pelegos dos freiristas que quiseram te acabar e ficaram com o nome da barraca que inventaste, ficou quase inviável continuar colocando-a no carnaval de Olinda. Eles ficaram com o nome da barraca, mas não ficaste com eles, seguiste outro rumo, sem o nome da barraca, mas não com a alegria dela. Tu sabiamente viste que era importante continuarmos com ela. A vontade de ficar brincando no carnaval de Olinda, mas uma vez, deste mais uma tarefa, agora de escolher outro nome e escolhe: Bêbado Teimoso, todos gostaram do novo nome que eu dei, inclusive tu, não foi camarada? Teimosia é contigo mesmo né camarada? Entrei de frente nela, eu e companheira que ficávamos quase sem dormir, porque eram cinco dias de festa sem parar, não podíamos dormir, quando dava, cochilávamos, lembras!? Eu criei o bloco, fiz o estandarte com o mesmo nome da barraca (Bêbado Teimoso) para animá-la, mas não deu mais pra continuar a frente dela, passei a peteca pra outros, mas eles não seguraram bem a onda e a barraca acabou. Mas a folia continua nos nossos corações.
Os anos se passaram, mas a nossa amizade e companheirismo continua firme e forte, o tempo deu umas viravoltas, pelegos te traíram e seguiram outra rota, a rota do vil metal e tu tá aí, na mesma linha vigorosa com os teus 90 anos de experiências e luta. Eu agora mais na militância cultural, como tu bens sabes continuo te admirando e seguindo os teus passos, agora com meus cabelos brancos, és para mim o estandarte do meu aprender que exibo ao mundo com orgulho, tu me ensinas o caminho certo a seguir e eu sigo determinado na luta contigo querendo aprender sempre! Como é bom defraudarmos juntos essa bandeira rubra da foice o martelo que dar o Norte a todos nós comunistas! Para termina, camarada! Com os olhos brilhando como o flabelo do nosso bloco carnavalesco, eu te homenageio com as palavras de ordem que bem me ensinaste: De Norte ao Sul e no país inteiro / viva o Partido Comunista Brasileiro. É força, ação aqui é o partidão. PARABÉNS CAMARADA, mas parabéns mesmo!!!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Festivais: por onde andas?


Festivais: por onde andas?
Por: Gilson Silva (12/02/2012)

O Festival Promessas, exibido pela TV Globo em 2011, anda alienando o povo, mas vai de vento e polpa, fez com que a emissora alcançasse quase o dobro da sua audiência no horário, liderando o Ibope. O grande show gospel que foi gravado no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio, alavancou a audiência em 13 pontos (cada ponto equivale a 58 mil aparelhos de TV). A marca do mesmo horário no domingo anterior era de apenas 7 pontos, mostra a cara de pau dos atuais donos da Rede Globo, rede esta que nasceu nos braços da ditadura e que hoje acalenta os Malafaias da vida com esse péssimo festival gospel (na tradução da palavra: boas novas) que de nova não tem nada, tem sim como “pai” um matusalém: Thomas A. Dorsey que nasceu em 1899 e morreu em 1993, um cantor americano de blue, o “pai desse lixo sonoro chamado gospel” que infelizmente Elvis Presley ajudou a divulgar na década de 50, baseado em que eu não sei. Tal música Gospel chegou a triplicar nas últimas décadas o lucro (de US$180 milhões de dólares) em 1980, é essa “riqueza” que a Globo quer abocanhar mais e mais a qualquer custo e pôs Serginho Groisman para apresentar para essa legião de alienados tal festival feioso e vazio, logo ele (Serginho Groisman) metido a “cabeça”, que fica altas horas se comunicando com os jovens, ele que faz AÇÃO, um programa de cunho social, não sei como um cara jornalista se passa pra isso. Esse Festival Promessas da Globo, tem por única finalidade e vencer no IBOPE e ganhar muito dinheiro, que falta fazem os festivais de outrora! Festivais de MPB, festivais até mesmo globais da década de 80 que revelou Tetê Espínola e Cia e os festivais da Record do final da década 60 que revelou grandes artistas e que andam agora só na memória de todos nós que amamos a verdadeira música, a Música Popular Brasileira! 

sábado, 10 de março de 2012


CARTA ABERTA AO POVO BRASILEIRO

Prezado(as) Senhores(as):
Nós fundadores do Bloco Rosas da Boa Vista, vimos externar nosso profundo descontentamento e repulsa em saber do formato elitista e discriminatório do show do estimado compositor e cantor Chico Buarque de Holanda que tem como produtores os senhores André Branco e João Carlos Parente. Depois de ficar longe dos palcos pernambucanos por cinco longos anos, ele fecha com os produtores para apresentar a sua mais nova turnê no Recife intitulada: Chico, entre os dias 19 e 22 de março, no equipamento estatal (Teatro Guararapes), cobrando os ingressos mais altos que em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, mostrando aí a discriminação para com o nosso Pernambuco, logo ele (Chico Buarque), um cantor engajado nas questões sociais e políticas do nosso país, um antiditator por excelência, permite que se edite uma norma tão rígida para como o povo simples, o excluindo com esses ingressos tão caros, cobrados a R$ 140,00 a R$ 350,00 para lhe ouvir cantar, pouco mais de 20 músicas, só a burguesia poderá desembolsar tais valores para cultura, sem fazer falta no seu orçamento do mês, esses valores exorbitantes proíbem o povo simples de adentra para assistir o seu ídolo maior cantar, tais ingressos contrastam-se com a nossa cidade de Pedros pedreiros, de guris e velhos franciscos, de gritos de alerta, de Genis e Anas de Amsterdam. Vai passar, há se vai! Mas vai deixar muita magoa a toda essa gente excluída, essa gente bonita, dos alagados, morros e palafitas, essa bendita gente que o ama também, sem ter direito de vê-lo de perto, só na foto. Ouvi-lo só no CD pirata ou baixado da internet de terceiro, sem o aval do mestre!
Tudo bem que ele fizesse show para burguesia, ele que é um burguês, mas um burguês, como dizia Cazuza: sou burguês, mas sou artista, estou de lado do povo. Gostaríamos que ele se posicionasse assim, do lado do povo excluído, desse povo que não pode comprar tal ingresso. Seria muito bom e sensato se das quatros apresentações ele deixasse pelo menos uma para o povo simples poder assisti-lo, com ingressos, pelo menos a preços populares, mas seria melhor se ele dissesse a estes magnatas do show biz como disse Nelson Cavaquinho ao seu produtor certo dia: “Não tem por que me apresentar. Dinheiro não rima com nada.”

Paulista, 09 de março de 2012.

Gilson Silva
Poeta e compositor
Rosas da Boa Vista


O que é o PCB?

 Como se organizar no PCB?
O Partido  Comunista Brasileiro é o partido de maior longevidade em nosso país. Foi  fundado em 25 de março de 1922, em Niterói, Estado do Rio de Janeiro,  por um grupo de trabalhadores animados com a vitória dos operários e  camponeses na Revolução Bolchevique de 1917, na Rússia.
O  PCB nada tem a ver com os partidos institucionais mantidos pela  legislação burguesa, os partidos da ordem, cujos maiores representantes  hoje são o PT, o PSDB, o PMDB, o DEM, etc, cujas divergências entre eles  resumem-se a diferentes formas de gerenciar e fazer aprofundar o  capitalismo em nosso país. Nosso partido, apesar de participar da vida  política institucional, pois enxerga como fundamental aproveitar o  espaço conquistado pelas lutas democráticas no país (liberdade de  organização, participação nas eleições, uso do tempo de televisão, fundo  partidário, etc), não vê este espaço como um fim em si mesmo (como hoje fazem partidos que outrora foram de esquerda, como o PC do B), mas um  meio para difundir as ideias e o programa comunista e avançar na  organização da classe trabalhadora visando construir a revolução  socialista no país.
Para fazer parte do PCB é preciso estar organizado numa base ou célula partidária. A base ou célula são o centro de gravidade do partido, a  sua razão de ser, as unidades básicas de que toda a organização depende.  São uma espécie de modelo reduzido do próprio partido, possuindo –  dentro de seu espaço de atuação – as diversas funções do todo  partidário. Elas são o partido organizado em espaços comuns de atuação e luta (a fábrica, a empresa, o bairro, a escola, os movimentos sociais). As  bases têm a finalidade de ligar o partido às massas, num sentido de mão  dupla. De um lado, devem participar da vida das massas, procurando  levá-las a conhecer, assimilar e pôr em prática a linha política do  partido. De outro lado, devem recolher delas suas experiências,  reivindicações e tendências, para capacitar o partido a elaborar  propostas políticas justas para as necessidades do seu tempo.
As organizações de base devem ser  organismos dinâmicos e criativos. Toda base deve ter um plano de ação,  com objetivos e prazos a serem atingidos e a definição de  responsabilidades. Nelas, os militantes discutem a política do partido,  analisam a realidade da área de sua atuação, elaboram os planos de ação,  opinam sobre os documentos e resoluções partidárias, exercendo o  direito à critica e à autocrítica. E é assim que funciona o princípio  maior da organização comunista: o centralismo democrático.  Nos processos congressuais e nas conferências para debater a linha  política, a tática e a estratégia de ação do partido, os militantes  discutem exaustivamente as propostas até chegarem a um consenso ou a uma posição majoritária. Construída esta posição, adotada coletivamente  como resultado de um amplo processo democrático de participação nas  decisões, o conjunto do partido deve se empenhar para pôr em prática  aquilo que foi decidido, de forma unitária e coesa. Todas as decisões,  mesmo relativas a questões cotidianas, são adotadas desta forma:  coletivamente.
Mas somente a prática política disciplinada e unitária é  capaz de fazer do partido um grupo homogêneo, pronto para assumir as  tarefas necessárias ao desenvolvimento dos grandes embates políticos e  sociais e da luta maior em prol da revolução socialista.
 O que defende hoje o PCB?
Conforme aprovado pelo XIV Congresso  Nacional do PCB, realizado em outubro de 2009, objetivo central da ação  dos comunistas é a superação do modo de produção capitalista e a constituição de uma sociedade socialista. A revolução socialista é um  processo histórico e complexo que não pode ser entendido como linear. É  composto de elementos diversos e sujeito às condições objetivas e  subjetivas de cada formação social, à luz da conjuntura nacional e  internacional e de sua evolução. O triunfo do socialismo não é um fato  que acontecerá de forma natural ou inexorável, como afirmam algumas  leituras mecanicistas da obra de Marx, mas sim uma possibilidade  histórica que deve ser construída.
 Na luta para fazer afirmar a hegemonia política do proletariado, entendemos ser necessária a construção do Bloco Revolucionário do Proletariado,  reunião das forças políticas e sociais que almejam dirigir os  trabalhadores brasileiros para a derrubada do capitalismo por meio da revolução socialista. Nossa estratégia, portanto, é a revolução socialista.  São as massas que fazem a revolução, no sentido mais amplo da superação  do capitalismo pelo socialismo, e não propriamente o partido. Mas a  revolução não acontecerá sem um partido revolucionário a liderá-la, o  que pode se dar em conjunto com outras forças e organizações políticas revolucionárias que configurem o Bloco Revolucionário.
 A organização dos trabalhadores inclui  formas de organização popular direta, nos bairros, no campo e em grandes  movimentos urbanos de massa e a luta pelo aprimoramento da organização  sindical, com a construção de grandes sindicatos por ramo de produção, a proposição de greves gerais com a participação de todos os  trabalhadores, do proletariado precarizado, dos partidos de esquerda e  de outras organizações sociais, e a utilização de vias não  institucionais para a luta revolucionária. Além disso, a luta pela  hegemonia das ideias socialistas e comunistas compreende a utilização de  todas as formas disponíveis e todos os espaços políticos aos quais  tenhamos acesso para difundir e desenvolver as ideias políticas socialistas e comunistas e para promover a denúncia contumaz e radical  do capitalismo.
 A construção de uma alternativa de poder  que se apresente como uma contraposição ao poder burguês somente será  efetiva se conseguir mobilizar as classes exploradas, com um programa  capaz de produzir uma ruptura na ordem capitalista. Esta contraposição  se materializa no Poder Popular,  que possui um caráter estratégico – ao se transformar numa espécie de  poder paralelo ao Estado burguês e no futuro núcleo de poder proletário  rumo ao socialismo. Possui também um caráter tático, ao dar suporte para  as lutas unificadoras do movimento operário e popular.
 A tática do PCB se pauta pela construção de uma Plataforma Comunista, composta  de um programa e de uma proposta de organização popular. O principal  ponto deste programa é a formação de uma Frente Política Anticapitalista e Anti-imperialista,  que tenha caráter permanente, não se tratando de uma frente eleitoral.  Esta Frente deve ser composta por partidos, organizações, movimentos e  personalidades que se oponham à política dos governos capitalistas e  lutem pelas transformações necessárias para fazer valer os interesses  dos trabalhadores brasileiros. A Frente deve ter o papel de aglutinar o  movimento operário e popular em torno de bandeiras gerais e específicas,  sendo também um polo de ação institucional, conformando, assim, uma  alternativa às propostas liberais, socialdemocratas, nacionaldesenvolvimentistas, dentre outras que correspondam aos  interesses e às representações da burguesia.
 A teoria marxista
 Baseamo-nos  na teoria social elaborada, inicialmente, por Karl Marx e Friedrich  Engels, no século XIX (época de grandes lutas operárias contra a  exploração promovida pelo capitalismo, que vivia seu processo de  consolidação no mundo) e continuada, no século XX, por Lênin, Rosa  Luxemburgo, Gramsci, Lukács e outros grandes militantes das lutas  anticapitalistas de seu tempo. Estes autores revolucionários deram forma  a uma nova concepção de mundo, concebida através da análise crítica e  consciente da realidade existente e da intervenção ativa na história,  construindo assim o instrumental teórico necessário ao enfrentamento à concepção de mundo dominante, que está a serviço dos interesses e  necessidades da burguesia e da expansão contínua do capitalismo.
 Segundo  Marx, a teoria somente se transforma em poder material quando é  apoderada pelas massas, isto é, uma ideia só se realiza plenamente se é  abraçada pelo movimento social concreto e se configura em ação prática  transformadora. O papel básico do partido comunista é contribuir para a  elevação da consciência de classe dos trabalhadores, agindo na organização das lutas e na propaganda socialista em contraponto ao  modelo de sociedade capitalista. A disputa ideológica que o Partido  Comunista promove visa, entre outros, superar os marcos dos interesses  puramente imediatos, economicistas, corporativos, para o nível da visão  global da realidade, forjando, desta feita, a visão de mundo  transformadora, capaz de hegemonizar um projeto político de construção  da sociedade socialista.
 Lênin já dizia  que a consciência socialista não brota espontaneamente das lutas  populares e nem da indignação particular de uma parte do proletariado.  Por isso destacava a importância do partido revolucionário e dos  militantes comunistas para dirigir e orientar as massas revoltadas com  as desigualdades e injustiças provocadas pelo sistema capitalista em uma mobilização consciente em prol do socialismo, como única alternativa  capaz de solucionar os problemas vividos pela classe trabalhadora.
 Não  se pode prever de antemão quando eclodirá em algum lugar a verdadeira  revolução proletária e qual será o motivo principal que despertará e  lançará à luta as grandes massas, hoje ainda presas na corrente da  alienação. Mas não podemos ficar esperando este momento, como se a  revolução, além de necessária, fosse inevitável. O partido deve estar  sempre preparado, no presente, de olho no futuro. Os requisitos  fundamentais para o êxito desta empreitada são uma linha política  correta, uma direção unida, além de organizações de base e militantes  capazes e enraizados nas massas.
 Uma história de lutas
 A  trajetória do Partido Comunista Brasileiro está indelevelmente marcada  na própria história do Brasil. Nossa organização sempre se destacou por  atrair para suas fileiras os mais importantes dirigentes das lutas dos  trabalhadores e representantes da intelectualidade e da cultura  brasileira.
 Quando se tornou um verdadeiro partido de  dimensões nacionais, no período entre o imediato pós-guerra (1945) até o  golpe que implantou a ditadura empresarial-militar em 1964, o PCB no  partido que agregou praticamente toda a esquerda brasileira, unindo o  mundo do trabalho com o mundo cultural. Intelectuais do porte de  Astrojildo Pereira, Octávio Brandão, Caio Prado Jr., Graciliano Ramos,  Nélson Werneck Sodré, Oduvaldo Viana Filho (Vianinha), Paulo Pontes,  dentre outros, participavam de um extenso aparato político-cultural  (jornais, revistas, livros, associações culturais, etc), que, associado  às organizações mais ligadas às lutas diretas dos trabalhadores e da  juventude (sindicatos, ligas camponesas, imprensa operária, Comando Geral dos Trabalhadores, União Nacional dos Estudantes e outras),  compunham uma grande rede de instituições que tinham nas camadas  proletárias o sujeito real da intervenção social. O PCB exercia, naquele  tempo, grande influência junto às organizações populares que lutavam contra o poder do latifúndio, a grande empresa capitalista e a ação do  imperialismo em nosso país. O golpe de 1964 abateu-se de forma violenta  contra os comunistas e demais forças democráticas e progressistas,  interrompendo a ascensão do movimento de massas no Brasil por longos  vinte anos.
 Se a história do PCB foi marcada por uma  sistemática repressão, que o compeliu à clandestinidade por mais da  metade de sua existência e que entregou ao povo brasileiro boa parte de  seus maiores heróis do século XX, nem por isto o PCB foi um partido  marginal. Ao contrário: da década de 1920 aos dias atuais, os  comunistas, com seus acertos e erros, mas especialmente com sua profunda  ligação aos interesses históricos das massas trabalhadoras brasileiras,  participaram ativamente da dinâmica social, política e cultural do  país.
 Desde 1992, quando um grupo de  liquidacionistas, comandado por Roberto Freire (hoje no PPS, legenda  auxiliar do PSDB e dos governos burgueses de direita), tentou acabar com  o PCB, na esteira da crise mundial vivida pelo socialismo (queda do  muro de Berlim e derrocada da União Soviética), vivemos um processo de  reconstrução revolucionária de nosso Partido.
Nos últimos anos temos  intensificado o trabalho de estruturação interna do Partido e de sua inserção nos movimentos de massa. Através, principalmente, do movimento  sindical e estudantil e da participação nas entidades representativas, o  Partido afirma a centralidade do trabalho e a necessidade da revolução  social de matiz socialista. É através deste trabalho, também, que o  partido vem recrutando e formando novos militantes e formulando sua intervenção junto às massas