Espaço democrático

Homenagem do Bloco Rosas da Boa Vista

Homenagem do Bloco Rosas da Boa Vista
Ao grande Gregório Bezerra
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Um "TUR" do descaso

Uma equipe da Grua (Grupo de Reivindicação de Rua) foi fazer um “turismo” pela cidade do descaso (Camaragibe-PE), lá chegando não ficou sobre uma sombra de um camará frondoso e aromático, mas sim ao sol a pino, num camarote a céu aberto, que é a Vila da Fábrica, de um lado a Mata Atlântica sendo desvirginada pelo progresso desumano, do outro uma fábrica agonizando, ainda de pé, dando um sonoro soluço ao cair da tarde, como se pedisse socorro. A primeira parada foi na Praça de Eventos, palco de benevolente à artistas que se acham ser, que gritam em remelexos hostis à cultura popular em brega rasgado indecente, palco este que abrirá os braços a mais um “show” de brega (pra variar) para comemorar os 28 anos de emancipação política desta cidade tão camarada, comandada por um pseudo-comunista, que abrirá os dentes num riso plastificado às bandas completamente ordinárias, a serviço do preconceito, racismo e da apologia a violência. Cantarão parabéns pra você catando bens do erário publico, num remelexo desvairado e insano. Nesta praça a equipe parou, e ela ladrava mais uma obra capenga da prefeitura, dita pela mesma, como um protótipo uma linda praça de eventos. Depois de “respirar” daquela imagem sufocante do outdoor feito em Photoshop, seguiram rumo ao Ginásio de Esportes, ginásio este anunciado há uns cinco anos atrás com foguetões. Antes de Chegarem lá, deram de cara com mais uma placa desse governo que não emplaca e nem acerta o passo. Nesta placa lia-se com letras garrafas: NUCLEO DE INCLUSÃO DIGITAL – VILA DA FÁBRICA, pararam e foram ver si tinha gente conectada, inclusa no mundo digital. O que viram foi muitas crianças saindo daquele cubículo sobre os olhares dos familiares e da funcionária mal informada que segurava a grade, controlando a saída dos mesmos. A equipe da Grua foi impedida de adentrar naquele lugar público, pra ver ao vivo e a cores, computadores conectados, mas foram informados que ali não tinha internet nenhuma. Deletaram a idéia de si conectarem e seguiram formatando a vontade de inclusão digital, rumo a outro ponto “turístico”. Chegaram ao Teatro em ruínas há anos. Obra parada, lixos espalhados, vigias atentos, estas foram às imagens que viram quando lá chegaram. O cenário era de abandono, as cenas trágicas, os autores (governo) despreparados. Na coxia o público cochilava o seu direito de ver belas peças no camarim, distante dali, uns “atores” ensaiam o discurso da mentira, dirigido por um prefeito fanfarrão que acusara a empresa pelo atraso do “espetáculo” e a empresa responsabiliza o prefeito por mudar o enredo, ou melhor, o projeto. Numa encenação tão chinfrim, no pingue-pongue sem fim. Quem pagará o tal erro? Após o fechar das cortinas a equipe da Grua seguiram o seu Tur. agora rumo ao Ginásio de Esportes (o ultimo grito de Paris, segundo os seus idealizadores). A Grua estava lá na inauguração da assinatura da falcatrua, ouviram os discursos inflamados de pernas-de-pau, naquele jogo perronha, que todos sabem quem perde e quem ganha, isto há uns cinco anos atrás. Hoje ver-se uma placa desmantelada pelo tempo, uns gatos-pingados trabalhando a contra-gotas, parecendo que o Ginásio será para Copa de 2014. O mato avança no meio da lama de ruas descalças, pisoteada por proletários rumos à labuta diária. Assim terminou o “Tur” no Clube Penarol para relembrar saudosos carnavais, mas o que encontraram foi um salão entregue as baratas e muito lixo! E tu que dizes disto tudo?